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Entenda o procedimento de stent realizado por cardiologista

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Published by Acibadem Health Point Last updated May 28, 2025

Entenda o procedimento de stent realizado por cardiologista

Entenda o procedimento de stent realizado por cardiologista A angioplastia é uma intervenção minimamente invasiva para desbloquear artérias coronárias. Este método evita cirurgias abertas, sendo crucial em situações de emergência, como enfartes.

Na maioria dos casos, são utilizados stents – pequenas malhas metálicas expansíveis. Eles ajudam a manter o fluxo sanguíneo adequado, prevenindo o estreitamento repetido da artéria.

Existem dois tipos principais: stents farmacológicos e metálicos. A escolha depende do estado de saúde do paciente e da gravidade da obstrução.

Este procedimento é indicado para quem sofre de doença arterial coronária sintomática. A sua eficácia torna-o uma opção comum em hospitais portugueses.

O que é o procedimento de stent por cardiologista?

Quando as artérias coronárias ficam bloqueadas, a circulação sanguínea é afetada. Para resolver este problema, existem duas técnicas principais: a angioplastia e a colocação de um dispositivo de suporte.

Angioplastia vs. colocação de stent

angioplastia é o primeiro passo. Um pequeno balão é inserido no vaso sanguíneo e inflado para comprimir as placas que obstruem a passagem. No entanto, muitas vezes, isso não é suficiente para manter a artéria aberta a longo prazo.

Por isso, é comum combinar a técnica com a implantação de uma estrutura metálica. Este dispositivo, chamado de stent, permanece no local após a retirada do balão, garantindo que o fluxo sanguíneo continue sem restrições.

Tipos de stents: com medicamento e metálicos

Existem duas opções principais para este suporte arterial:

  • Stents farmacológicos – Liberam medicamentos gradualmente para evitar que a artéria volte a estreitar.
  • Stents metálicos convencionais – Indicados para pacientes com risco elevado de sangramento.
Tipo de Stent Vantagens Desvantagens
Farmacológico Reduz reestenose em até 70% Requer uso prolongado de anticoagulantes
Metálico Melhor para casos de sangramento Maior risco de novo bloqueio

Os stents medicados têm uma taxa de sucesso superior a 95% no primeiro ano. Já os metálicos são mais seguros para quem não pode tomar certos medicamentos.

Após a implantação, o organismo leva até 12 meses para integrar completamente o dispositivo na parede do vaso sanguíneo.

Quando é necessário um stent coronário?

O coração depende de artérias saudáveis para receber oxigénio e nutrientes. Quando estas ficam estreitadas ou bloqueadas, a intervenção médica pode ser essencial.

Doença arterial coronária e bloqueios

doença arterial coronária ocorre quando placas de gordura se acumulam nas paredes dos vasos. Isso reduz o espaço para a passagem do sangue, causando isquemia ou enfarte.

Uma obstrução superior a 70% numa artéria principal geralmente exige tratamento. A localização do bloqueio também influencia os sintomas e a urgência da intervenção.

Sintomas que podem indicar a necessidade

Alguns sinais exigem atenção imediata:

  • Dor torácica intensa e prolongada, muitas vezes descrita como pressão no peito;
  • Falta de ar súbita, mesmo em repouso;
  • Tonturas ou perda de consciência (síncope).

Em casos de enfarte, o tempo é crucial. Hospitais portugueses ativam protocolos especiais para desbloquear a artéria em menos de 90 minutos.

Exames como o escore de cálcio coronário ajudam a avaliar o risco. Este teste mede a quantidade de cálcio nas artérias, indicando a gravidade da situação.

Como é realizada a angioplastia com stent?

Desbloquear artérias coronárias é essencial, e a angioplastia com stent faz isso de forma minimamente invasiva. Este método combina técnicas avançadas para garantir resultados rápidos e duradouros.

Preparação no hospital

Antes do procedimento, o paciente deve ficar em jejum por 6 horas. Os médicos ajustam os anticoagulantes para reduzir riscos de sangramento.

São realizados exames laboratoriais e uma avaliação de risco hemorrágico. O acesso vascular pode ser pela artéria radial (pulso) ou femoral (virilha), com taxas de complicações inferiores a 2%.

Passo a passo da intervenção

O processo dura 30 a 60 minutos e é feito sob anestesia local. Um cateter é inserido na artéria escolhida e guiado até ao coração.

Um balão é inflado para comprimir as placas bloqueadoras. Em seguida, o stent é posicionado para manter a artéria aberta.

Uso de contraste e fluoroscopia

Um contraste iodado (80-150 ml) é injetado para visualizar as artérias. A fluoroscopia permite um posicionamento milimétrico do stent.

Após a remoção do cateter, a artéria é selada com compressão manual ou dispositivos de hemostasia.

Passo Duração Recursos Utilizados
Inserção do cateter 5-10 minutos Fluoroscopia
Inflação do balão 2-5 minutos Contraste iodado
Colocação do stent 10-15 minutos Angiografia digital

Este método tem uma taxa de sucesso superior a 95%. A recuperação é rápida, com alta hospitalar em 24-48 horas.

Riscos e complicações do procedimento

Todo procedimento médico tem potenciais efeitos adversos, e a angioplastia não é exceção. Embora a maioria dos pacientes não enfrente problemas, é importante conhecer os riscos para tomar decisões informadas.

Complicações imediatas

Durante ou logo após a intervenção, podem ocorrer:

  • Sangramento no local de inserção do cateter (1-3% dos casos);
  • Reações alérgicas ao contraste iodado, como erupções cutâneas;
  • Nefropatia por contraste em pacientes com insuficiência renal pré-existente.

Hospitais portugueses usam protocolos para minimizar esses riscos, como hidratação intravenosa antes do exame.

Riscos a longo prazo

Após a alta, alguns pacientes podem desenvolver:

  • Reestenose (novo estreitamento da artéria) em 5-10% dos casos;
  • Trombose do stent (0.5-1%), que exige tratamento urgente.

A terapia antiplaquetária dupla (aspirina + clopidogrel) por 6-12 meses reduz estes riscos significativamente.

Fator de Risco Taxa de Complicações Prevenção
Diabetes +15% vs. média Controlo glicémico rigoroso
Idade >70 anos +10% vs. média Ajuste de medicação
Insuficiência Renal +20% (nefropatia) Hidratação prévia

Exames regulares, como a angiografia por tomografia, ajudam a detetar problemas precocemente. A maioria dos pacientes retoma atividades normais em poucas semanas.

Preparação e recuperação após o stent

A intervenção para desbloquear artérias requer cuidados específicos antes e depois. Seguir as orientações médicas é essencial para garantir uma recuperação segura e eficaz.

Orientações pré-operatórias

Antes da intervenção, o paciente deve estar em jejum por 6 horas. É comum ajustar medicações, como anticoagulantes, para reduzir riscos.

No hospital, são feitos exames para avaliar a pressão arterial e outros parâmetros. O acesso vascular é escolhido entre a artéria radial ou femoral, consoante o caso.

Cuidados pós-procedimento

Após a intervenção, o repouso é crucial. Se o acesso foi femoral, recomenda-se 4-6 horas sem movimentar a perna.

É importante monitorizar o local de punção para evitar hematomas. Evitar levantar pesos ou conduzir nas primeiras 48 horas ajuda na cicatrização.

A maioria dos pacientes recebe alta em 24 horas. No entanto, sinais como dor ou inchaço no local exigem avaliação imediata.

Medicação e acompanhamento

O esquema medicamentoso pós-intervenção inclui terapia antiplaquetária dupla (aspirina + inibidor P2Y12) por até 1 ano. Isso previne tromboses e complicações.

Programas de reabilitação cardíaca são recomendados para melhorar a saúde cardiovascular. Consultas regulares permitem ajustar medicação e controlar a pressão arterial.

Cuidado Duração Importância
Repouso pós-procedimento 4-6 horas Evita sangramentos
Terapia medicamentosa 6-12 meses Previne trombose
Monitorização do local Primeiras 48h Deteta complicações

Vida após a colocação de um stent coronário

Controlar os fatores de risco é essencial para prolongar os benefícios do tratamento. Pacientes com doença arterial têm uma taxa de sobrevivência de 95% em 5 anos quando seguem as recomendações médicas.

Modificar o estilo de vida é obrigatório: dieta equilibrada, exercício regular e evitar tabaco. Estas mudanças melhoram o fluxo sanguíneo e reduzem sintomas em 80% dos casos.

Consultas anuais com prova de esforço e exames de imagem (como ecografia) monitorizam a saúde do coração. Programas de prevenção secundária ajudam a minimizar riscos futuros.

Manter a pressão arterial controlada e aderir à medicação prescrita são passos cruciais. A vigilância contínua garante uma recuperação duradoura e qualidade de vida.

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