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Descubra o que significa ostomia e suas implicações

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Published by Acibadem Health Point Last updated May 28, 2025

Descubra o que significa ostomia e suas implicações

Descubra o que significa ostomia e suas implicações A ostomia é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura no abdómen para a eliminação de resíduos corporais. Este método é utilizado quando há problemas no trato intestinal ou urinário, como cancro, doença de Crohn ou colite ulcerosa.

Através desta intervenção, os pacientes passam a utilizar uma bolsa externa para recolher fezes ou urina. Esta solução pode salvar vidas, mas também exige adaptações no dia a dia.

Em Portugal, estima-se que existam cerca de 15.000 pessoas com ostomia. A técnica evoluiu ao longo dos anos, tornando-se mais segura e eficiente. No entanto, o impacto na qualidade de vida ainda é significativo.

Muitos associam este procedimento a condições graves, como o cancro colorretal. A normalização social do uso de bolsas é essencial para reduzir o estigma.

É importante diferenciar ostomia de estoma. Enquanto a ostomia refere-se ao procedimento, o estoma é a abertura criada cirurgicamente. A legislação portuguesa protege os direitos dos ostomizados, garantindo acesso a cuidados adequados.

O que é uma ostomia e qual a sua finalidade?

Criada para substituir funções comprometidas, a ostomia melhora a qualidade de vida de muitos pacientes. Este procedimento envolve a criação de um estoma, uma abertura que permite a saída segura de resíduos.

Definição de ostomia e stoma

A ostomia refere-se à cirurgia, enquanto o estoma é a abertura visível no abdómen. Pode ser intestinal (colostomia/ileostomia) ou urinária (urostomia).

O posicionamento do estoma varia consoante a condição médica. Por exemplo, em casos de ulcerative colitis, o intestino delgado é frequentemente utilizado.

Por que uma pessoa pode precisar de uma ostomia?

As principais razões incluem:

  • Cancro retal ou outras doenças inflamatórias intestinais.
  • Lesões traumáticas que danificam o trato digestivo.
  • Malformações congénitas em recém-nascidos.

Sem esta intervenção, riscos como infeções graves ou obstruções podem ocorrer.

Diferença entre ostomias temporárias e permanentes

Em Portugal, 63% das colostomias são temporárias (INE, 2023). A decisão depende da gravidade da doença e da resposta ao tratamento.

Tipo Duração Critérios para Reversão
Temporária 6-12 meses Cicatrização completa do intestino
Permanente Vitalícia Remoção total de órgãos afetados

Pacientes com bowel disease avançada podem requerer ostomias permanentes para evitar complicações.

Tipos de ostomias e as suas características

Existem diferentes técnicas cirúrgicas para criar uma ostomia, cada uma adaptada a necessidades específicas. A escolha depende da região afetada e da função a substituir. Em Portugal, a colostomia sigmoide representa 45% dos casos em adultos.

Colostomia: Quando e como é realizada

Este tipo utiliza o intestino grosso para desviar resíduos. É comum em casos de cancro retal ou doença inflamatória intestinal. As variantes incluem:

  • Descendente: Localizada no lado esquerdo do abdómen.
  • Transversa: Realizada na parte superior do abdómen.

Os efluentes têm consistência pastosa, facilitando o manejo da bolsa.

Ileostomia: Utilização do intestino delgado

ileostomia conecta o íleo (parte final do intestino delgado) à parede abdominal. Indicada para doenças como Crohn, requer cuidados especiais:

  • Efluentes mais líquidos, exigindo trocas frequentes da bolsa.
  • 22% dos pacientes desenvolvem irritação cutânea (dados de 2023).

Urostomia: Desvio do sistema urinário

Usada quando a bexiga é removida ou danificada. A técnica de Bricker é a mais comum em doentes oncológicos. Inovações em materiais para bolsas reduzem fugas e alergias.

Tipo Localização Consistência do Efluente
Colostomia Intestino grosso Pastosa
Ileostomia Intestino delgado Líquida
Urostomia Sistema urinário Líquida (urina)

Requisitos nutricionais variam consoante o tipo. Pacientes com ileostomia precisam de hidratação extra, enquanto os com urostomia devem evitar irritantes da bexiga.

O procedimento cirúrgico e cuidados pós-operatórios

A cirurgia de ostomia é um processo planeado que exige preparação detalhada e acompanhamento especializado. Em Portugal, hospitais de referência garantem taxas de sucesso superiores a 98%, graças a equipas multidisciplinares. O objetivo é criar um estoma funcional, minimizando complicações.

Preparação para a cirurgia de ostomia

Antes da intervenção, um enfermeiro especializado marca o local exato no abdominal wall. Esta etapa é crucial para evitar desconforto futuro. O paciente recebe um checklist pré-operatório:

  • Preparo intestinal com dieta específica e laxantes.
  • Exames complementares (análises sanguíneas, ECG).
  • Orientações sobre jejum e medicação.

Centros como o IPO Lisboa oferecem consultas prévias para esclarecer dúvidas.

O que esperar durante e após a cirurgia

ostomy surgery dura entre 2 a 4 horas, sob anestesia geral. O cirurgião faz uma pequena incisão para exteriorizar o intestino ou ureteres. Nos primeiros dias, é normal sentir dor controlada com protocolos farmacológicos.

Após 48 horas, inicia-se o treino para usar o pouching system. Enfermeiros ensinam técnicas de higiene e troca da bolsa. A alta hospitalar ocorre entre 5 a 10 dias, consoante a recuperação.

Cuidados essenciais com a bolsa de ostomia

Manter a skin saudável é prioritário. Seguir estas recomendações reduz riscos:

  • Trocar a ostomy bag a cada 3-7 dias ou quando houver fugas.
  • Limpar o estoma com água morna e sabão neutro.
  • Usar barreiras cutâneas para prevenir irritações.
Complicação Prevenção Tratamento
Prolapso Cintas de suporte Revisão cirúrgica
Retração Sistemas convexos Ajuste da bolsa
Dermatite Produtos hipoalergénicos Pomadas barreira

O SNS disponibiliza services de acompanhamento domiciliário nos primeiros meses. Grupos de apoio, como a APPO, facilitam a adaptação.

Adaptar-se à vida com uma ostomia

Viver com uma bolsa de ostomy exige ajustes, mas não limita a qualidade de life. Em Portugal, 78% dos pacientes retomam o trabalho em seis meses, segundo o IPO Lisboa. O apoio de uma healthcare team especializada facilita esta transição.

Praticar desporto é possível com cintas protetoras. No dia a dia, roupas adequadas ajudam a disfarçar a bolsa. A alimentação também requer atenção, com ajustes para evitar desconforto.

Grupos como a APO Portugal oferecem support emocional e prático. Com 35 núcleos nacionais, ajudam people a lidar com desafios sociais e profissionais.

Novas técnicas, como ostomias continentais, prometem melhorias futuras. Enquanto isso, viver bem é uma realidade para muitos.

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