Como é Diagnosticado o Cancro do Testículo?
Como é Diagnosticado o Cancro do Testículo? O diagnóstico precoce é fundamental no combate a esta doença. Quando detetado numa fase inicial, a taxa de sucesso no tratamento ultrapassa os 95%. Por isso, é essencial estar atento aos sintomas e procurar ajuda médica ao primeiro sinal de alterações.
Este artigo explica os passos para identificar o problema, desde a observação clínica até aos exames complementares. Serão abordados métodos como ultrassom, análises sanguíneas e técnicas de imagem. A cirurgia também pode ser necessária para confirmar o diagnóstico.
Como é Diagnosticado o Cancro do Testículo? Segundo dados recentes, este tipo de cancro é o mais frequente em homens entre os 15 e os 35 anos. O acompanhamento por uma equipa multidisciplinar – incluindo urologistas e oncologistas – garante uma abordagem completa.
Se notar inchaço, dor ou nódulos nos testículos, consulte um especialista. A rapidez na ação aumenta significativamente as hipóteses de recuperação.
Sinais e Sintomas que Levam ao Diagnóstico
Reconhecer os sinais precoces é crucial para um tratamento eficaz. Muitas vezes, as alterações são subtis, mas a atenção aos detalhes pode fazer toda a diferença.
Alterações nos Testículos
O sintoma mais comum é um nódulo duro no testículo, geralmente indolor. Cerca de 90% dos casos apresentam esta característica. Outros sinais incluem: Como é Diagnosticado o Cancro do Testículo?
- Inchaço súbito ou aumento de volume
- Textura irregular ou sensação de peso no escroto
- Dor surda no abdómen inferior
É importante notar que a presença de dor não exclui a possibilidade de neoplasia. Condições benignas, como epididimite, podem ter sintomas semelhantes.
Outros Sintomas Associados
Quando a doença avança, podem surgir manifestações em outras partes do corpo:
| Sintoma | Possível Significado |
|---|---|
| Dor lombar persistente | Indica possível metástase retroperitoneal |
| Tosse sem causa aparente | Sugere disseminação pulmonar |
| Ginecomastia (aumento das mamas) | Produção de HCG por tumores não seminomatosos |
| Perda de peso inexplicada | Sinal de alarme para doença avançada |
Em casos raros, pode ocorrer hidrocele secundária. Qualquer alteração persistente deve ser avaliada por um especialista.
O Processo de Diagnóstico do Cancro do Testículo
O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada. O médico procura sinais que possam indicar a presença de anomalias. Esta etapa é essencial para orientar os exames complementares.
Exame Físico pelo Médico
O exame físico inicia-se com a inspeção visual dos testículos. O especialista compara ambos os lados para detetar assimetrias ou inchaços. A palpação é feita com cuidado, usando o polegar na parte frontal e os dedos na traseira.
Durante a avaliação, o médico verifica também o cordão espermático. Qualquer nódulo ou textura irregular pode ser um sinal de alerta. A dor, embora menos comum, não deve ser ignorada.
Palpação de Gânglios Linfáticos e Abdómen
A palpação dos gânglios linfáticos é crucial para detetar possíveis metástases. Os gânglios inguinais e supraclaviculares são examinados com atenção. O aumento destes pode indicar disseminação da doença.
O abdómen também é avaliado para identificar massas anormais. A presença de hepatomegalia ou dor lombar persistente pode sugerir complicações. Em casos suspeitos, um exame retal digital pode ser necessário.
| Área Examinada | Possíveis Achados |
|---|---|
| Gânglios Inguinais | Adenopatias indicativas de propagação |
| Abdómen | Massas retroperitoneais ou hepáticas |
| Região Supraclavicular | Sinal de Virchow (metástase avançada) |
Este processo ajuda a determinar a extensão da doença. Quanto mais precoce for a deteção, melhores serão as hipóteses de sucesso no tratamento. Como é Diagnosticado o Cancro do Testículo?
Ultrassom dos Testículos: O Primeiro Exame
Quando existe suspeita de alterações nos testículos, o ultrassom é o exame inicial mais importante. Este método não invasivo permite visualizar com clareza a estrutura interna do escroto. A sua elevada precisão ajuda a distinguir entre condições benignas e malignas.
Técnica e Preparação do Exame
O procedimento é simples e indolor. O médico aplica um gel condutor na região e desliza um transdutor de alta frequência (7-10 MHz). As imagens geradas mostram detalhes como tamanho, textura e vascularização.
O exame compara sempre ambos os testículos, mesmo quando as alterações afetam apenas um lado. Esta abordagem aumenta a fiabilidade dos resultados. Não é necessária preparação especial, como jejum ou medicação.
O Que os Resultados Revelam
Lesões suspeitas apresentam características específicas no ultrassom:
- Nódulos hipoecóicos (mais escuros) com mais de 5 mm
- Margens irregulares ou mal definidas
- Vascularização aumentada no Doppler
Condições como varicocele ou hematomas têm padrões diferentes. O exame também deteta hidroceles ou quistos, que geralmente não requerem tratamento.
| Achado no Ultrassom | Possível Significado |
|---|---|
| Massa sólida heterogénea | Sugere tumor maligno |
| Área cística com septos | Pode indicar teratoma |
| Fluxo venoso reverso | Varicocele (condição benigna) |
Em casos raros, microcalcificações podem passar despercebidas. Se os sintomas persistirem, outros exames complementam a avaliação.
Análises de Sangue e Marcadores Tumorais
As análises ao sangue são essenciais para confirmar suspeitas clínicas. Elas avaliam substâncias específicas produzidas por certos tipos de tumores. Estes exames complementam a avaliação inicial e ajudam a definir o tratamento mais adequado.
AFP, HCG e LDH: O que Significam
Os marcadores tumorais mais utilizados são a AFP, HCG e LDH. Cada um reflete características diferentes da doença:
- AFP (Alfa-fetoproteína): Valores acima de 15 ng/mL sugerem tumores não seminomatosos.
- HCG (Gonadotrofina coriónica humana): Níveis elevados podem indicar coriocarcinoma ou outras variantes agressivas.
- LDH (Lactato desidrogenase): Concentrações superiores a 2000 UI/L estão associadas a doença avançada.
Os padrões de elevação variam consoante o tipo histológico. Por exemplo, seminomas puros nunca aumentam a AFP. Já o coriocarcinoma pode produzir HCG em quantidades superiores a 50.000 mUI/mL.
| Marcador | Valor Normal | Significado Clínico |
|---|---|---|
| AFP | Elevação em 50-70% dos tumores não seminomatosos | |
| HCG | Presente em 40-60% dos casos avançados | |
| LDH | 140-280 U/L | Correlaciona-se com carga tumoral e prognóstico |
Limitações dos Marcadores
Como é Diagnosticado o Cancro do Testículo? Embora úteis, estes exames têm restrições. Condições como hepatopatias podem elevar a AFP sem relação com a doença. O HCG também aumenta em situações de hipogonadismo.
A monitorização pós-cirúrgica é crucial. Uma redução superior a 90% nos marcadores tumorais após orquiectomia indica bom prognóstico. Tumores raros, como os de células de Sertoli, não produzem estas substâncias.
Os resultados devem sempre ser interpretados em conjunto com outros exames. Apenas um especialista pode determinar o significado real dos valores obtidos.
Exames de Imagem para Detetar Metástases
Quando há suspeita de propagação da doença, os exames de imagem tornam-se fundamentais. Eles permitem visualizar áreas afetadas além dos testículos, como pulmões ou gânglios linfáticos. A escolha do método depende da localização suspeita e do estágio da doença.
TAC do Abdómen e Pelve
A TAC (Tomografia Axial Computorizada) é o exame mais usado para avaliar metástases. Com contraste iodado, mostra detalhes de estruturas internas em três fases:
- Fase arterial: Identifica vasos sanguíneos anormais
- Fase portal: Analisa fígado e baço
- Fase tardia: Deteta nódulos retroperitoneais
A sensibilidade é de 85% para gânglios maiores que 1 cm. Pequenas lesões podem exigir confirmação com outros exames.
Radiografia ao Tórax
A radiografia simples é o primeiro passo para detetar metástases nos pulmões. Nódulos esféricos com bordos definidos são sinais de alerta. Em casos duvidosos, uma TAC torácica oferece maior precisão.
Ressonância Magnética e PET em Casos Específicos
A ressonância magnética (RMN) é reservada para situações especiais:
- Avaliação de metástases cerebrais
- Compressão medular por massas tumorais
- Pacientes alérgicos ao contraste da TAC
O PET/CT diferencia tecido cicatricial de recidivas em seminomas. Tem valor preditivo negativo de 98% após quimioterapia.
| Exame | Indicação Principal | Vantagem |
|---|---|---|
| TAC abdominal | Estadiamento inicial | Deteta linfonodos aumentados |
| Radiografia torácica | Rastreio pulmonar | Rápida e acessível |
| RMN | Suspeita de lesão cerebral | Sem radiação ionizante |
| PET-FDG | Seminomas residuais | Alta precisão |
Técnicas emergentes, como a SPECT, ajudam a identificar micrometástases ósseas. A equipa médica decide o melhor método para cada caso.
Cirurgia e Biópsia: Quando são Necessárias
A intervenção cirúrgica é frequentemente o passo seguinte após a deteção de anomalias. Este procedimento permite confirmar o diagnóstico e evitar a propagação de células anormais. A abordagem é cuidadosamente planeada para garantir os melhores resultados.
Orquiectomia Inguinal Radical
A orquiectomia é a remoção do testículo afetado através de uma incisão na virilha. Esta técnica minimiza riscos como:
- Disseminação de tecido tumoral
- Contaminação da ferida cirúrgica
- Complicações pós-operatórias
Antes da remoção, o cordão espermático é ligado. Este passo impede que células anormais entrem na corrente sanguínea. A análise histológica durante a cirurgia confirma imediatamente a natureza da lesão.
Biópsia Pré-Cirúrgica Rara
A biópsia antes da operação só é considerada em situações excecionais. Casos como tumores bilaterais ou pacientes com um único testículo podem justificar esta abordagem. O risco de disseminação varia entre 2% e 5%.
| Procedimento | Indicação | Taxa de Sucesso |
|---|---|---|
| Orquiectomia inguinal | Diagnóstico confirmado | 95% (estadiamento preciso) |
| Biópsia transescrotal | Casos excecionais | Limitada (risco aumentado) |
Após a cirurgia, a criopreservação de esperma é recomendada. Complicações como hematomas ou atrofia são raras, mas requerem monitorização. A equipa médica ajusta o plano consoante cada caso.
Passos a Seguir Após o Diagnóstico
Após a confirmação da doença, o plano de ação é definido consoante o estadio. Para casos localizados, a taxa de sobrevivência em 5 anos ultrapassa 99%. A equipa médica avalia o tipo histológico e a extensão da lesão. Como é Diagnosticado o Cancro do Testículo?
As opções de tratamento incluem vigilância ativa, radioterapia ou quimioterapia profilática. O seguimento exige TAC trimestrais no primeiro ano para detetar recidivas precoces.
Efeitos tardios, como infertilidade ou problemas cardiovasculares, são monitorizados. Pacientes com recidiva podem necessitar de quimioterapia intensiva.
O prognóstico depende da adesão aos check-ups. Consultas regulares garantem a deteção precoce de complicações.







