Descubra o que significa ostomia e suas implicações
Descubra o que significa ostomia e suas implicações A ostomia é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura no abdómen para a eliminação de resíduos corporais. Este método é utilizado quando há problemas no trato intestinal ou urinário, como cancro, doença de Crohn ou colite ulcerosa.
Através desta intervenção, os pacientes passam a utilizar uma bolsa externa para recolher fezes ou urina. Esta solução pode salvar vidas, mas também exige adaptações no dia a dia.
Em Portugal, estima-se que existam cerca de 15.000 pessoas com ostomia. A técnica evoluiu ao longo dos anos, tornando-se mais segura e eficiente. No entanto, o impacto na qualidade de vida ainda é significativo.
Muitos associam este procedimento a condições graves, como o cancro colorretal. A normalização social do uso de bolsas é essencial para reduzir o estigma.
É importante diferenciar ostomia de estoma. Enquanto a ostomia refere-se ao procedimento, o estoma é a abertura criada cirurgicamente. A legislação portuguesa protege os direitos dos ostomizados, garantindo acesso a cuidados adequados.
O que é uma ostomia e qual a sua finalidade?
Criada para substituir funções comprometidas, a ostomia melhora a qualidade de vida de muitos pacientes. Este procedimento envolve a criação de um estoma, uma abertura que permite a saída segura de resíduos.
Definição de ostomia e stoma
A ostomia refere-se à cirurgia, enquanto o estoma é a abertura visível no abdómen. Pode ser intestinal (colostomia/ileostomia) ou urinária (urostomia).
O posicionamento do estoma varia consoante a condição médica. Por exemplo, em casos de ulcerative colitis, o intestino delgado é frequentemente utilizado.
Por que uma pessoa pode precisar de uma ostomia?
As principais razões incluem:
- Cancro retal ou outras doenças inflamatórias intestinais.
- Lesões traumáticas que danificam o trato digestivo.
- Malformações congénitas em recém-nascidos.
Sem esta intervenção, riscos como infeções graves ou obstruções podem ocorrer.
Diferença entre ostomias temporárias e permanentes
Em Portugal, 63% das colostomias são temporárias (INE, 2023). A decisão depende da gravidade da doença e da resposta ao tratamento.
| Tipo | Duração | Critérios para Reversão |
|---|---|---|
| Temporária | 6-12 meses | Cicatrização completa do intestino |
| Permanente | Vitalícia | Remoção total de órgãos afetados |
Pacientes com bowel disease avançada podem requerer ostomias permanentes para evitar complicações.
Tipos de ostomias e as suas características
Existem diferentes técnicas cirúrgicas para criar uma ostomia, cada uma adaptada a necessidades específicas. A escolha depende da região afetada e da função a substituir. Em Portugal, a colostomia sigmoide representa 45% dos casos em adultos.
Colostomia: Quando e como é realizada
Este tipo utiliza o intestino grosso para desviar resíduos. É comum em casos de cancro retal ou doença inflamatória intestinal. As variantes incluem:
- Descendente: Localizada no lado esquerdo do abdómen.
- Transversa: Realizada na parte superior do abdómen.
Os efluentes têm consistência pastosa, facilitando o manejo da bolsa.
Ileostomia: Utilização do intestino delgado
A ileostomia conecta o íleo (parte final do intestino delgado) à parede abdominal. Indicada para doenças como Crohn, requer cuidados especiais:
- Efluentes mais líquidos, exigindo trocas frequentes da bolsa.
- 22% dos pacientes desenvolvem irritação cutânea (dados de 2023).
Urostomia: Desvio do sistema urinário
Usada quando a bexiga é removida ou danificada. A técnica de Bricker é a mais comum em doentes oncológicos. Inovações em materiais para bolsas reduzem fugas e alergias.
| Tipo | Localização | Consistência do Efluente |
|---|---|---|
| Colostomia | Intestino grosso | Pastosa |
| Ileostomia | Intestino delgado | Líquida |
| Urostomia | Sistema urinário | Líquida (urina) |
Requisitos nutricionais variam consoante o tipo. Pacientes com ileostomia precisam de hidratação extra, enquanto os com urostomia devem evitar irritantes da bexiga.
O procedimento cirúrgico e cuidados pós-operatórios
A cirurgia de ostomia é um processo planeado que exige preparação detalhada e acompanhamento especializado. Em Portugal, hospitais de referência garantem taxas de sucesso superiores a 98%, graças a equipas multidisciplinares. O objetivo é criar um estoma funcional, minimizando complicações.
Preparação para a cirurgia de ostomia
Antes da intervenção, um enfermeiro especializado marca o local exato no abdominal wall. Esta etapa é crucial para evitar desconforto futuro. O paciente recebe um checklist pré-operatório:
- Preparo intestinal com dieta específica e laxantes.
- Exames complementares (análises sanguíneas, ECG).
- Orientações sobre jejum e medicação.
Centros como o IPO Lisboa oferecem consultas prévias para esclarecer dúvidas.
O que esperar durante e após a cirurgia
A ostomy surgery dura entre 2 a 4 horas, sob anestesia geral. O cirurgião faz uma pequena incisão para exteriorizar o intestino ou ureteres. Nos primeiros dias, é normal sentir dor controlada com protocolos farmacológicos.
Após 48 horas, inicia-se o treino para usar o pouching system. Enfermeiros ensinam técnicas de higiene e troca da bolsa. A alta hospitalar ocorre entre 5 a 10 dias, consoante a recuperação.
Cuidados essenciais com a bolsa de ostomia
Manter a skin saudável é prioritário. Seguir estas recomendações reduz riscos:
- Trocar a ostomy bag a cada 3-7 dias ou quando houver fugas.
- Limpar o estoma com água morna e sabão neutro.
- Usar barreiras cutâneas para prevenir irritações.
| Complicação | Prevenção | Tratamento |
|---|---|---|
| Prolapso | Cintas de suporte | Revisão cirúrgica |
| Retração | Sistemas convexos | Ajuste da bolsa |
| Dermatite | Produtos hipoalergénicos | Pomadas barreira |
O SNS disponibiliza services de acompanhamento domiciliário nos primeiros meses. Grupos de apoio, como a APPO, facilitam a adaptação.
Adaptar-se à vida com uma ostomia
Viver com uma bolsa de ostomy exige ajustes, mas não limita a qualidade de life. Em Portugal, 78% dos pacientes retomam o trabalho em seis meses, segundo o IPO Lisboa. O apoio de uma healthcare team especializada facilita esta transição.
Praticar desporto é possível com cintas protetoras. No dia a dia, roupas adequadas ajudam a disfarçar a bolsa. A alimentação também requer atenção, com ajustes para evitar desconforto.
Grupos como a APO Portugal oferecem support emocional e prático. Com 35 núcleos nacionais, ajudam people a lidar com desafios sociais e profissionais.
Novas técnicas, como ostomias continentais, prometem melhorias futuras. Enquanto isso, viver bem é uma realidade para muitos.







