Por que o Cancro do Colo do Útero precisa de cuidados urgentes?
Por que o Cancro do Colo do Útero precisa de cuidados urgentes? O cancro do colo do útero é uma doença que exige atenção imediata. Apesar dos avanços no rastreio, muitos casos ainda são diagnosticados tardiamente, o que reduz significativamente as hipóteses de sobrevivência.
Em Portugal, a realidade é semelhante à do Reino Unido, onde são registados cerca de 3.000 casos por ano. O diagnóstico precoce é crucial: as taxas de sobrevivência podem chegar a 80-99% no estágio 1, mas caem para apenas 20% no estágio 4.
O vírus do papiloma humano (HPV) é o principal fator de risco, estando presente em 99% dos casos. A prevenção, através de rastreios regulares e vacinação, é a chave para reduzir o impacto desta doença.
É essencial agir rapidamente para salvar vidas e evitar consequências graves. A conscientização e os cuidados preventivos são os primeiros passos para combater o cancro do colo do útero.
O que é o Cancro do Colo do Útero?
Conhecer o cancro do colo do útero é essencial para a prevenção e diagnóstico precoce. Esta doença desenvolve-se no colo do útero, a parte inferior que liga o útero à vagina. O processo começa com alterações nas células do colo do útero, que podem evoluir ao longo de 10 a 20 anos.
Definição e localização
O cancro do colo do útero tem origem nas células que revestem esta região. A sua localização anatómica, entre o útero e a vagina, torna-o uma área sensível a infeções e alterações celulares. Estas mudanças, se não detetadas a tempo, podem progredir para cancro.
Prevalência em Portugal
Em Portugal, a maioria dos casos ocorre em mulheres sexualmente ativas, entre os 30 e os 45 anos. Estima-se que o HPV (vírus do papiloma humano) esteja presente em 99% dos casos. Embora raro, também podem surgir casos em mulheres com menos de 25 anos.
A conscientização sobre a importância do rastreio e da vacinação contra o human papillomavirus é fundamental para reduzir a incidência desta doença.
Causas do Cancro do Colo do Útero
Identificar os fatores que contribuem para o cancro do colo do útero ajuda a reduzir riscos. A principal causa está relacionada com o HPV (vírus do papiloma humano), presente em 99% dos casos. No entanto, outros fatores também desempenham um papel importante.
Papel do Vírus do Papiloma Humano (HPV)
O HPV é um vírus transmitido principalmente por contacto sexual. Existem mais de 100 tipos, mas os de alto risco, como os tipos 16 e 18, são responsáveis por 70% dos casos. Estes vírus alteram o DNA das células do colo do útero, provocando mutações que podem evoluir para cancro.
A infeção por HPV é comum, mas nem sempre leva ao desenvolvimento da doença. O sistema imunitário consegue eliminar o vírus na maioria dos casos. Contudo, quando a infeção persiste, o risco aumenta significativamente.
Outros fatores de risco
Além do HPV, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento do cancro do colo do útero. O tabagismo, por exemplo, duplica o risco, pois as substâncias tóxicas do tabaco danificam as células. A imunossupressão, como no caso de infeção por HIV, também aumenta a vulnerabilidade.
O uso prolongado de pílulas anticoncecionais e múltiplas gravidezes são outros fatores associados. A prevenção passa por evitar estes riscos e adotar hábitos saudáveis.
| Tipo de HPV | Risco Associado |
|---|---|
| HPV 16 | Alto risco |
| HPV 18 | Alto risco |
| HPV 6 e 11 | Baixo risco |
Sintomas do Cancro do Colo do Útero
Reconhecer os sintomas do cancro do colo do útero pode salvar vidas. Muitas vezes, os sinais iniciais são subtis e passam despercebidos. No entanto, estar atento a alterações no corpo é essencial para um diagnóstico precoce.
Sinais iniciais
Um dos sintomas mais comuns é o sangramento anormal. Este pode ocorrer após relações sexuais, entre menstruações ou após a menopausa. Em 80% dos casos, este é o primeiro sinal de alerta.
Outro indicador é o corrimento vaginal com odor forte e consistência diferente do habitual. A dor pélvica, especialmente durante as relações sexuais, também pode ser um sinal precoce.
Sintomas avançados
Nos estágios mais avançados, os sintomas tornam-se mais graves. A hidronefrose, uma obstrução dos rins, e a incontinência urinária são comuns. Também podem ocorrer obstruções intestinais e sangue na urina.
Quando a doença se espalha, surgem sinais de metástase, como perda de peso inexplicável e fadiga extrema. Nestes casos, o tratamento torna-se mais complexo.
Diagnóstico do Cancro do Colo do Útero
Métodos de rastreio eficazes são essenciais para identificar alterações celulares antes que evoluam para cancro. Em Portugal, o diagnóstico precoce é uma prioridade, e existem várias técnicas disponíveis para detetar a doença nas suas fases iniciais.
Testes de rastreio
O teste de Papanicolau, também conhecido como citologia, é um dos métodos mais utilizados. Este exame analisa as células do colo do útero para detetar alterações anormais. É recomendado para mulheres entre os 25 e os 64 anos, com uma periodicidade de 5 anos.
Outro teste importante é o de deteção do HPV, que identifica estirpes de alto risco associadas ao desenvolvimento da doença. A combinação destes dois métodos aumenta a eficácia do rastreio.
Procedimentos de diagnóstico
Se os resultados dos testes indicarem alterações, podem ser necessários procedimentos adicionais. A colposcopia permite uma análise detalhada do colo do útero com ampliação, enquanto a biópsia em cone recolhe amostras de tecido para confirmar a presença de células cancerígenas.
Para determinar o estágio da doença, são realizados exames de imagem, como tomografia computorizada (TC) ou ressonância magnética (RM). Estes exames ajudam a planear o tratamento mais adequado.
- Rastreio recomendado dos 25 aos 64 anos, a cada 5 anos.
- Teste de HPV para identificar estirpes de alto risco.
- Colposcopia e biópsia para confirmação de diagnóstico.
- Exames de imagem para estadiamento da doença.
A vacinação contra o HPV é uma medida preventiva que reduz o risco de desenvolver a doença. No entanto, o rastreio regular continua a ser essencial para detetar o cancro do colo do útero precocemente.
Estadiamento do Cancro do Colo do Útero
O estadiamento do cancro do colo do útero é crucial para definir o tratamento adequado. Este processo determina a extensão da doença e ajuda a prever o prognóstico. Quanto mais cedo for diagnosticado, maiores são as hipóteses de sucesso no tratamento.
Estágios da doença
Os estágios da doença variam conforme a sua progressão. No estágio 0, ocorrem alterações pré-cancerosas, conhecidas como CIN ou CGIN. Estas alterações podem evoluir para cancro se não forem tratadas a tempo.
No estágio 1, o cancro do colo do útero está confinado ao colo do útero. As taxas de sobrevivência neste estágio são elevadas, variando entre 80% e 99%. No estágio 3, a doença invade a parede pélvica, aumentando a complexidade do tratamento.
No estágio 4, o cancro já se espalhou para outros órgãos, como pulmões ou fígado. Neste caso, as taxas de sobrevivência caem para cerca de 20%. O prognóstico está diretamente ligado ao estágio em que o cancro é diagnosticado.
Implicações do estadiamento
O estadiamento influencia todas as decisões terapêuticas. No estágio 1, o tratamento pode incluir cirurgia ou radioterapia. Já nos estágios mais avançados, são necessárias abordagens combinadas, como quimioterapia e terapias direcionadas.
Quando o cancro é diagnosticado precocemente, as hipóteses de cura aumentam significativamente. Por isso, o rastreio regular e a atenção aos sintomas são fundamentais para um diagnóstico atempado. Por que o Cancro do Colo do Útero precisa de cuidados urgentes?
Tratamentos Disponíveis
Os tratamentos para o cancro do colo do útero variam conforme o estágio da doença. Cada abordagem é adaptada às necessidades da paciente, visando a máxima eficácia e qualidade de vida.
Cirurgia
Nos estágios iniciais, a cirurgia é uma opção comum. A histerectomia, que remove o útero, é frequentemente realizada. Para mulheres que desejam preservar a fertilidade, a traquelectomia é uma alternativa conservadora.
Radioterapia
A radioterapia pode ser usada isoladamente ou em combinação com outros tratamentos. Existem dois tipos principais: a radioterapia externa e a braquiterapia, que aplica radiação diretamente no colo do útero.
Quimioterapia
A quimioterapia é frequentemente combinada com radioterapia em estágios avançados. Medicamentos como a cisplatina são usados para destruir células cancerígenas e impedir o seu crescimento.
Terapias direcionadas e imunoterapia
As terapias direcionadas, como o bevacizumab, bloqueiam a formação de novos vasos sanguíneos que alimentam o tumor. A imunoterapia, por sua vez, ajuda o sistema imunitário a reconhecer e atacar as células cancerígenas.
Ensaios clínicos estão a testar novas imunoterapias, oferecendo esperança para tratamentos mais eficazes no futuro. A escolha do tratamento depende do estágio da doença e das condições da paciente.
Por que precisa de cuidados urgentes?
A deteção precoce do cancro do colo do útero é fundamental para salvar vidas. Quando diagnosticado cedo, as taxas de sobrevivência podem chegar a 80-99%. No entanto, um diagnóstico tardio reduz drasticamente estas hipóteses, com taxas que caem para apenas 20%.
Importância da deteção precoce
O intervalo de 10 a 20 anos entre a infeção por HPV e o desenvolvimento do cancro representa uma janela crítica para o rastreio. Durante este período, as células anormais podem ser identificadas e tratadas antes de evoluírem para cancro.
O rastreio regular, como o teste de Papanicolau e o teste de HPV, permite detetar alterações celulares precocemente. Esta abordagem preventiva é essencial para reduzir o impacto da doença.
Consequências do diagnóstico tardio
Quando o cancro do colo do útero é diagnosticado em estágios avançados, as complicações são graves. No estágio 4, podem ocorrer falência renal e obstrução intestinal, reduzindo significativamente a qualidade de vida.
Além disso, o custo humano é elevado. Histerectomias precoces e infertilidade são consequências comuns, afetando não apenas a saúde física, mas também emocional.
O impacto económico também é significativo. Tratamentos prolongados e complexos são mais dispendiosos do que medidas preventivas de baixo custo, como a vacinação e o rastreio regular.
Prevenção
Por que o Cancro do Colo do Útero precisa de cuidados urgentes? Combater o cancro do colo do útero começa com medidas preventivas. A vacinação e o rastreio são os pilares fundamentais para reduzir o impacto desta doença. Estas ações não só salvam vidas, mas também melhoram a qualidade de vida das mulheres.
Vacinação contra o HPV
A vacina contra o human papillomavirus (HPV) é uma das principais formas de prevenção. Em Portugal, a vacina é oferecida gratuitamente pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) a raparigas dos 12 aos 13 anos. Esta medida visa proteger as jovens antes do início da vida sexual, quando o risco de infeção é maior.
Estudos comprovam que a hpv vaccine tem uma eficácia de 90% contra as estirpes 16 e 18, responsáveis pela maioria dos casos de cancro do colo do útero. Além disso, a vacina reduz significativamente o risco de lesões pré-cancerosas, contribuindo para a saúde a longo prazo.
Rastreio regular
O screening regular é essencial, mesmo para mulheres vacinadas. Em Portugal, recomenda-se o rastreio a cada cinco anos para mulheres entre os 25 e os 64 anos. Este exame permite detetar alterações celulares precocemente, antes que evoluam para cancro.
Uma alternativa que tem aumentado a adesão ao rastreio é a autocolheita. Este método é simples, cómodo e eficaz, especialmente para mulheres que têm dificuldade em deslocar-se a consultas médicas. A combinação da vacinação e do screening regular é a chave para uma prevenção eficaz.
- Vacinação gratuita no SNS para adolescentes.
- Eficácia comprovada na redução de lesões pré-cancerosas.
- Rastreio de cinco em cinco anos, mesmo para vacinadas.
- Autocolheita como alternativa para aumentar a adesão.
Complicações Associadas
As complicações do cancro do colo do útero podem afetar significativamente a qualidade de vida. Estas incluem problemas físicos e psicológicos que exigem atenção especial durante e após o tratamento.
Complicações físicas
O tratamento do cancro pode trazer desafios físicos. A menopausa precoce é comum após cirurgias como a histerectomia. A incontinência urinária pode surgir após radioterapia, afetando o dia a dia das pacientes.
As fístulas vesicovaginais, uma ligação anormal entre a bexiga e a vagina, requerem correção cirúrgica complexa. O linfedema pélvico crónico, causado pela acumulação de líquido, é outra complicação que pode causar dor e desconforto.
Impacto psicológico
Além das complicações físicas, o impacto psicológico é significativo. Cerca de 30% das sobreviventes enfrentam depressão e ansiedade. Estes problemas podem persistir mesmo após o término do tratamento. Por que o Cancro do Colo do Útero precisa de cuidados urgentes?
Programas de apoio psicológico, como os oferecidos pelo IPO e outras instituições, são essenciais para ajudar as pacientes a lidar com estas questões. O acompanhamento emocional é tão importante quanto o tratamento físico.
| Complicação | Descrição |
|---|---|
| Menopausa precoce | Ocorre após cirurgias como a histerectomia. |
| Incontinência urinária | Efeito comum da radioterapia. |
| Fístulas vesicovaginais | Ligação anormal entre bexiga e vagina. |
| Linfedema pélvico | Acumulação de líquido na região pélvica. |
| Depressão e ansiedade | Afetam 30% das sobreviventes. |
Viver com Cancro do Colo do Útero
Viver com cancro do colo do útero exige adaptações e cuidados específicos. A gestão dos sintomas e o apoio emocional são fundamentais para melhorar a qualidade de vida das pacientes. Com o tratamento adequado e suporte, é possível enfrentar os desafios diários com mais confiança.
Gestão dos sintomas
Os sintomas do cancro do colo do útero podem ser intensos, especialmente após o tratamento. A fisioterapia pélvica é uma opção eficaz para tratar a incontinência urinária, um efeito comum da radioterapia. Esta terapia ajuda a fortalecer os músculos pélvicos, melhorando o controlo da bexiga.
Para a dor avançada, o uso de analgésicos opioides pode ser necessário. Estes medicamentos devem ser administrados sob supervisão médica para evitar efeitos secundários. Além disso, a nutrição especializada é crucial para combater a caquexia cancerosa, uma perda de peso extrema associada à doença.
O impacto psicológico do cancro do colo do útero é significativo. Grupos de apoio, como a Europacolon Portugal, oferecem um espaço seguro para partilhar experiências e receber apoio emocional. Estas organizações ajudam as pacientes a lidar com o isolamento e a ansiedade.
No âmbito laboral, as pacientes têm direito a licenças prolongadas e adaptações no local de trabalho. Estas medidas garantem que possam continuar a trabalhar sem comprometer a sua saúde. O apoio social é essencial para uma recuperação mais tranquila.
| Complicação | Solução |
|---|---|
| Incontinência urinária | Fisioterapia pélvica |
| Dor avançada | Analgésicos opioides |
| Caquexia cancerosa | Nutrição especializada |
| Impacto psicológico | Grupos de apoio |
| Adaptações laborais | Licenças prolongadas |
Com os cuidados certos, as pessoas que vivem com cancro do colo do útero podem enfrentar os desafios diários com mais resiliência. A combinação de tratamentos físicos e apoio emocional é a chave para uma vida mais equilibrada.
Impacto na Saúde Reprodutiva
O impacto do cancro do colo do útero na saúde reprodutiva é um tema crucial. Muitas mulheres enfrentam desafios significativos na sua capacidade de conceber após o diagnóstico e tratamento. Compreender estes efeitos e as opções disponíveis é essencial para tomar decisões informadas.
Efeitos na fertilidade
O cancro e os seus tratamentos podem afetar diretamente a fertilidade. A histerectomia radical, por exemplo, elimina a capacidade gestacional. Esta cirurgia é frequentemente necessária em estágios avançados da doença, mas pode ser evitada em casos precoces com alternativas como a traquelectomia radical, que preserva o útero.
Outro fator a considerar é a quimiorradiação, que pode danificar os ovários e reduzir a reserva ovárica. A criopreservação de ovócitos antes do tratamento é uma opção viável para mulheres que desejam preservar a sua fertilidade.
Opções de preservação da fertilidade
Para mulheres diagnosticadas em idade reprodutiva, existem várias técnicas de preservação da fertilidade. A criopreservação de ovócitos é uma das mais eficazes, permitindo a utilização futura em técnicas de reprodução assistida. Esta abordagem é especialmente recomendada antes de tratamentos agressivos como a quimiorradiação.
Além disso, a traquelectomia radical oferece uma alternativa à histerectomia, preservando o útero e a possibilidade de gravidez. No entanto, é importante estar ciente dos riscos associados, como a prematuridade em gravidezes pós-cirurgia.
| Opção | Descrição |
|---|---|
| Criopreservação de ovócitos | Congelamento de óvulos antes do tratamento. |
| Traquelectomia radical | Cirurgia que preserva o útero. |
| Reprodução assistida | Técnicas como fertilização in vitro (FIV). |
| Riscos de prematuridade | Complicações em gravidezes pós-cirurgia. |
O Papel da Vacina do HPV
A vacinação contra o HPV é uma das estratégias mais eficazes na prevenção do cancro do colo do útero. Esta vacina não só protege contra o vírus, mas também reduz significativamente o risco de lesões pré-cancerosas.
Eficácia da vacina
Estudos comprovam que a hpv vaccine tem uma eficácia de 97% na prevenção de lesões pré-cancerosas. A vacina nonavalente, por exemplo, cobre sete estirpes de alto risco, incluindo os tipos 16 e 18, responsáveis pela maioria dos casos de cancro.
Além disso, a vacinação masculina tem sido promovida para reduzir a transmissão do vírus. Esta abordagem contribui para a proteção coletiva, beneficiando tanto homens como mulheres.
Idade recomendada
Em Portugal, a vacina é recomendada para raparigas e rapazes até aos 14 anos, com um esquema de duas doses. Para quem inicia a vacinação após os 15 anos, são necessárias três doses para garantir a imunização completa. Por que o Cancro do Colo do Útero precisa de cuidados urgentes?
É importante desmistificar mitos, como a ideia de que a vacina induz infertilidade. Esta afirmação não tem base científica e pode prejudicar a adesão à vacinação.
- Eficácia de 97% na prevenção de lesões pré-cancerosas.
- Campanhas de vacinação masculina para redução da transmissão.
- Esquema vacinal: 2 doses até aos 14 anos, 3 doses acima.
- Mitos desmentidos: não induz infertilidade.
Mitos e Verdades
Existem muitos mitos e verdades sobre o cancro do colo do útero que precisam de ser esclarecidos. A desinformação pode levar a decisões erradas e atrasos no diagnóstico e tratamento. Por isso, é essencial distinguir entre o que é real e o que não passa de um equívoco.
Desmistificação de conceitos errados
Um dos mitos mais comuns é que o cancro do colo do útero é hereditário. Na verdade, a maioria dos casos está relacionada com a infeção pelo HPV, um vírus transmitido por contacto sexual. Outro equívoco é a ideia de que apenas mulheres promíscuas podem contrair o vírus. O HPV pode afetar qualquer pessoa, independentemente do seu histórico sexual.
Também se acredita, erradamente, que a vacina contra o HPV causa efeitos secundários graves. Estudos comprovam que a vacina é segura e eficaz, com efeitos adversos mínimos e temporários.
Factos comprovados
Por outro lado, existem verdades que todos devem conhecer. O uso de preservativo reduz a transmissão do HPV em 70%, sendo uma medida preventiva importante. Além disso, o rastreio regular, como o teste de Papanicolau, salva cerca de 5.000 vidas por ano na União Europeia.
Outro facto relevante é que o HPV não é exclusivo das mulheres. Homens também podem ser portadores e transmitir o vírus, reforçando a importância da vacinação masculina.
- Mito: Cancro do colo do útero é hereditário.
- Verdade: Preservativo reduz transmissão em 70%.
- Mito: A vacina causa efeitos graves.
- Verdade: Rastreio salva 5.000 vidas/ano na UE.
Futuro do Tratamento
O avanço da medicina está a transformar o tratamento do cancro do colo do útero. Novas terapias e tecnologias prometem melhorar a eficácia dos tratamentos e aumentar as hipóteses de cura. A investigação científica está a abrir caminho para abordagens inovadoras, que podem revolucionar o combate a esta doença.
Novas terapias em desenvolvimento
Uma das áreas mais promissoras é a imunoterapia. O pembrolizumab, um medicamento aprovado para recidivas, tem mostrado resultados positivos. Esta terapia ajuda o sistema imunitário a reconhecer e atacar as células cancerígenas, oferecendo uma nova esperança para pacientes em estágios avançados.
Outra abordagem em estudo é a terapia génica, que visa silenciar os oncogenes do HPV. Esta técnica pode impedir o crescimento do tumor, oferecendo uma alternativa aos tratamentos tradicionais. Além disso, vacinas terapêuticas estão em fase III de ensaios clínicos, com resultados preliminares promissores.
A inteligência artificial também está a ganhar destaque no diagnóstico precoce. Algoritmos avançados analisam imagens médicas para detetar alterações celulares com maior precisão. Esta tecnologia pode acelerar o diagnóstico e permitir intervenções mais rápidas.
Perspetivas de cura
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu uma meta ambiciosa: eliminar o cancro do colo do útero até 2030. Para alcançar este objetivo, é essencial combinar prevenção, rastreio e tratamentos inovadores. A vacinação contra o HPV e o rastreio regular continuam a ser pilares fundamentais. Por que o Cancro do Colo do Útero precisa de cuidados urgentes?
Com o desenvolvimento de novas terapias, as perspetivas de cura estão a melhorar significativamente. A combinação de imunoterapia, terapia génica e tecnologias avançadas pode transformar o futuro do tratamento desta doença.
| Terapia | Descrição |
|---|---|
| Imunoterapia | Uso de medicamentos como pembrolizumab para atacar células cancerígenas. |
| Terapia génica | Silenciamento de oncogenes do HPV para impedir o crescimento do tumor. |
| Vacinas terapêuticas | Em fase III de ensaios, com resultados promissores. |
| Inteligência artificial | Análise de imagens médicas para diagnóstico precoce. |
Recursos e Apoio
Encontrar os recursos certos pode fazer toda a diferença no combate ao cancro do colo do útero. Acesso a informação, apoio emocional e cuidados especializados são fundamentais para melhorar a qualidade de vida das pacientes.
Organizações de apoio
A Liga Portuguesa Contra o Cancro é uma das principais organizações que oferecem suporte jurídico e psicológico. Além disso, disponibiliza serviços como acesso a perucas e próteses mamárias gratuitas, ajudando as mulheres a recuperar a sua autoestima.
Recursos online
Plataformas como “HPV e Eu” são excelentes fontes de educação e informação. Estas ajudam as pessoas a compreender melhor a doença e os tratamentos disponíveis.
Para apoio imediato, a linha de ajuda 24 horas (808 255 255) está sempre disponível. Este serviço é essencial para quem precisa de orientação ou simplesmente de alguém para ouvir.
- Diretório de oncologistas especializados em ginecologia.
- Acesso a perucas e próteses mamárias gratuitas.
- Plataformas educativas como “HPV e Eu”.
- Linha de apoio 24h: 808 255 255.
Estes recursos são fundamentais para garantir que as pacientes recebam o cuidado e apoio necessários ao longo da sua jornada de saúde.
Consciencialização e Educação
A consciencialização sobre o cancro do colo do útero é essencial para a prevenção. Campanhas de sensibilização e programas educativos desempenham um papel crucial na redução dos casos desta doença. Em Portugal, iniciativas como a campanha “Julho Verde” têm sido fundamentais para aumentar o conhecimento público.
Campanhas de sensibilização
Parcerias com influenciadores digitais têm ampliado o alcance das mensagens, especialmente entre os jovens. Estas colaborações ajudam a disseminar informação de forma clara e acessível, promovendo a importância do rastreio e da vacinação.
Além disso, filmes documentais como “O Laço Branco” têm contribuído para a sensibilização, mostrando histórias reais e impactantes. Estas iniciativas não só educam, mas também inspiram ações preventivas.
Educação para a saúde
Programas escolares de educação sexual, baseados em evidências, são uma ferramenta poderosa. Eles ensinam os jovens sobre os riscos do HPV e a importância de hábitos saudáveis. Este conhecimento é fundamental para proteger a saúde das futuras gerações.
A educação para a saúde também inclui a formação de profissionais, garantindo que estejam preparados para fornecer cuidados adequados e informações precisas às pacientes.
- Parcerias com influenciadores digitais para alcançar jovens.
- Programas escolares de educação sexual baseados em evidências.
- Filmes documentais como “O Laço Branco” para sensibilização.
Não ignore os sinais: A urgência de agir
Sintomas como sangramento anormal não devem ser negligenciados. Estes podem ser sinais precoces de problemas que exigem atenção imediata. Segundo dados da DGS, 40% das mulheres portuguesas não aderem ao rastreio, o que aumenta o risk de diagnóstico tardio.
Se notar alterações como corrimento persistente ou dor pélvica, marque uma consulta sem demora. O test de Papanicolau e o rastreio do HPV são ferramentas essenciais para detetar alterações celulares a tempo.
Para apoio imediato, contacte a linha de ajuda 808 255 255. Não ignore os sinais – agir rapidamente pode salvar vidas.







