Cancro do Ovário: O efeito do cancro do ovário é tratado?
Cancro do Ovário: O efeito do cancro do ovário é tratado? O cancro do ovário é uma doença que afeta muitas mulheres, com impacto significativo na saúde e qualidade de vida. O diagnóstico precoce é crucial para melhorar os prognósticos e aumentar as chances de sucesso no tratamento.
Cancro do Ovário: O efeito do cancro do ovário é tratado? Graças aos avanços médicos, existem hoje diversas abordagens terapêuticas para combater esta doença. Dependendo do estágio, podem ser utilizadas cirurgia, quimioterapia ou terapias dirigidas. Estas opções permitem tratar desde casos iniciais até cancro do ovário avançado.
Além disso, a gestão de sintomas como ascite e bloqueio intestinal é essencial para garantir o bem-estar das pacientes. O suporte emocional e psicológico também desempenha um papel fundamental durante todo o processo.
O que é o cancro do ovário?
O cancro do ovário surge quando células anormais crescem nos ovários ou trompas. Este crescimento descontrolado pode espalhar-se para outras partes do corpo, tornando o diagnóstico precoce essencial.
Existem três tipos principais: epitelial, estromal e germinativo. O tipo epitelial é o mais comum, representando cerca de 90% dos casos. Cada tipo tem características e tratamentos específicos.
Vários fatores aumentam o risco de desenvolver esta doença. Idade avançada, histórico familiar e mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 são os mais relevantes. Além disso, mulheres com endometriose têm maior probabilidade de desenvolver cancro do ovário.
Em Portugal, registam-se cerca de 400 novos casos por ano. Este número reforça a importância da prevenção e do diagnóstico atempado.
O sistema linfático desempenha um papel crucial na disseminação de células cancerígenas. Quando estas células entram no sistema, podem espalhar-se para outros órgãos, complicando o tratamento.
Como é diagnosticado o cancro do ovário?
Identificar o cancro do ovário envolve uma combinação de exames e avaliações clínicas. Inicialmente, os médicos procuram sintomas como inchaço abdominal, dor pélvica e saciedade precoce. Estes sinais podem indicar a presença de células cancerígenas e justificam uma investigação mais aprofundada.
Exame pélvico e sintomas
O exame pélvico é o primeiro passo. Durante este procedimento, o médico verifica a existência de massas anormais ou órgãos aumentados. Apesar de não ser conclusivo, este exame ajuda a orientar os próximos passos no diagnóstico.
Testes de imagem e análises ao sangue
Testes de imagem, como ultrassom pélvico, ressonância magnética e PET scan, são essenciais. Eles permitem visualizar alterações nos ovários e detetar a possível disseminação de células cancerígenas. Além disso, a análise do marcador CA-125 no sangue pode fornecer pistas, embora este valor possa estar elevado em outras condições. Cancro do Ovário: O efeito do cancro do ovário é tratado?
Avaliação cirúrgica e laparoscopia
Em casos suspeitos, a laparoscopia é realizada. Este procedimento permite a biópsia e a remoção de tumores em estágios iniciais. A avaliação cirúrgica é crucial para confirmar o diagnóstico e determinar o estágio da doença, orientando o tratamento adequado.
Quais são os estágios do cancro do ovário?
Compreender os estágios do cancro do ovário é fundamental para orientar o tratamento e prever o prognóstico. A classificação FIGO divide a doença em quatro estágios principais, cada um com subdivisões que refletem a extensão da disseminação das células cancerígenas.
Estágio I
No estágio I, o tumor está limitado aos ovários ou trompas de Falópio. Este estágio divide-se em três subestágios: IA, IB e IC. Em IA, o tumor está confinado a um ovário; em IB, afeta ambos os ovários; e em IC, há rutura da cápsula ou células cancerígenas no líquido abdominal.
Estágio II
No estágio II, o cancro espalha-se para o útero ou outras estruturas pélvicas próximas. Este estágio também tem subdivisões, como IIA (envolvimento do útero ou trompas) e IIB (disseminação para outros tecidos pélvicos).
Estágio III
O estágio III indica que o cancro se disseminou para a cavidade abdominal ou linfonodos. A subdivisão IIIB refere-se a tumores com até 2 cm de diâmetro, enquanto IIIC inclui tumores maiores ou envolvimento linfonodal extenso.
Estágio IV
No estágio IV, o cancro atinge órgãos distantes, como fígado, pulmões ou líquido pleural. Este é o estágio mais avançado, com menor taxa de sobrevivência relativa, cerca de 20%.
As taxas de sobrevivência variam significativamente consoante o estágio. No estágio I, a taxa é de 90%, enquanto no estágio IV desce para 20%. O estadiamento também influencia a escolha da cirurgia citorredutora, essencial para remover o máximo de tumor possível.
Opções de tratamento para o cancro do ovário
As abordagens terapêuticas para o cancro do ovário têm evoluído significativamente. Hoje, existem várias opções que permitem combater a doença de forma eficaz, adaptando-se ao estágio e às características de cada caso.
Cirurgia
Cancro do Ovário: O efeito do cancro do ovário é tratado? A cirurgia é uma das principais opções, especialmente em estágios iniciais. Procedimentos como a salpingo-ooforectomia bilateral e a histerectomia são comuns. Estes métodos visam remover o máximo de tecido afetado, reduzindo o risco de cancer spread.
Em casos mais avançados, a cirurgia citorredutora é utilizada para diminuir o tamanho do tumor, facilitando tratamentos posteriores.
Quimioterapia
Cancro do Ovário: O efeito do cancro do ovário é tratado? A chemotherapy é frequentemente combinada com a cirurgia. Em alguns casos, é administrada antes da operação para reduzir o tumor. O protocolo mais comum inclui a combinação de carboplatina e paclitaxel, administrados em seis ciclos.
Este método é eficaz no combate às células cancerígenas que possam ter-se espalhado para outras áreas do corpo.
Terapias dirigidas e radioterapia
As terapias dirigidas, como os inibidores de PARP, são indicadas para pacientes com mutações nos genes BRCA. Estes drugs atuam diretamente nas células cancerígenas, minimizando danos às células saudáveis.
A radioterapia é utilizada principalmente para controlar metástases ósseas ou cerebrais, oferecendo alívio sintomático e melhorando a qualidade de vida.
Para casos de recidiva, tratamentos de segunda linha, como o bevacizumabe, podem ser considerados, proporcionando novas opções terapêuticas.
Como gerir os sintomas do cancro do ovário?
Gerir os sintomas associados ao cancro do ovário é essencial para melhorar a qualidade de vida das pacientes. Estes podem variar consoante o estágio da doença, mas existem estratégias eficazes para aliviar o desconforto e promover o bem-estar.
Fluido no abdómen (ascite)
A ascite, acumulação de líquido no abdómen, é um sintoma comum em casos avançados. Para alívio imediato, a paracentese é utilizada para drenar até 5 litros de líquido abdominal. Este procedimento reduz a pressão e melhora a respiração e o conforto.
Bloqueio no intestino
O bloqueio intestinal pode causar dor intensa e constipação. Em casos graves, a cirurgia de desobstrução ou a colocação de um stent metálico autoexpansível são opções viáveis. Estas abordagens restauram a função intestinal e aliviam os sintomas.
Controlo de outros sintomas
Para náuseas, antieméticos como o ondansetron são eficazes. A dor crónica pode ser gerida com opioides, como a morfina, combinados com gabapentina. A fisioterapia também ajuda a combater a fadiga relacionada com a quimioterapia, melhorando a disposição e a mobilidade.
Viver com cancro do ovário
Adaptar-se à vida após o diagnóstico de cancro do ovário exige mudanças físicas e emocionais. Estas adaptações são essenciais para manter a qualidade de vida e enfrentar os desafios diários.
Uma das primeiras alterações envolve a dieta. A quimioterapia pode causar alterações no paladar, tornando alguns alimentos menos apetecíveis. Optar por refeições pequenas e frequentes, ricas em proteínas e vitaminas, ajuda a manter a energia e a saúde.
Para mulheres jovens, a preservação da fertilidade é uma preocupação. O congelamento de óvulos antes da quimioterapia é uma opção viável, permitindo planear uma família no futuro. Equipas especializadas podem orientar este processo.
O apoio psicológico é crucial. Grupos de suporte, como a Europacolon Portugal, oferecem um espaço seguro para partilhar experiências e receber orientação. Este suporte ajuda a lidar com o impacto emocional da doença.
O exercício físico moderado, como caminhadas ou ioga, reduz a fadiga e melhora o humor. Estas atividades promovem o bem-estar físico e mental, contribuindo para uma recuperação mais positiva.
O planeamento financeiro também é importante. Conhecer os direitos laborais e o apoio à incapacidade temporária pode aliviar o stress económico. Informar-se sobre estas opções é fundamental para garantir estabilidade durante o tratamento.
| Área | Adaptação |
|---|---|
| Dieta | Refeições pequenas e ricas em proteínas |
| Fertilidade | Congelamento de óvulos antes da quimioterapia |
| Suporte emocional | Participação em grupos de suporte |
| Exercício | Atividades moderadas como caminhadas |
| Finanças | Conhecimento dos direitos laborais |
O caminho a seguir: Esperança e suporte
Enfrentar o cancro do ovário exige não só tratamento médico, mas também apoio emocional e recursos especializados. Em Portugal, equipas de cuidados paliativos atuam no domicílio, garantindo conforto e alívio dos sintomas. Hospitais como o IPO Lisboa oferecem programas de reabilitação oncológica, essenciais para a recuperação física e psicológica.
Linhas de apoio, como a Linha Cancro (808 255 255), fornecem orientação gratuita e suporte 24 horas. Além disso, ensaios clínicos em instituições como o Instituto de Medicina Molecular abrem novas portas para tratamentos inovadores. Cancro do Ovário: O efeito do cancro do ovário é tratado?
O acompanhamento multidisciplinar a longo prazo é crucial. Support teams ajudam a gerir o impacto da doença, promovendo qualidade de vida e esperança para o futuro.







