Stents: O que são e como são utilizados em medicina
Stents: O que são e como são utilizados em medicina Na medicina moderna, os stents são dispositivos essenciais para tratar problemas vasculares. Tratam-se de pequenos tubos, normalmente feitos de metal ou polímero, que ajudam a manter as artérias abertas. Desta forma, restauram o fluxo sanguíneo em casos de obstrução.
Estes dispositivos são frequentemente usados em situações de emergência, como um infarto. Através de um procedimento chamado angioplastia, o stent é colocado na artéria afetada, prevenindo complicações graves.
Além do coração, também podem ser aplicados noutras áreas, como na aorta ou em vasos cerebrais. A evolução tecnológica permitiu o desenvolvimento de stents revestidos com medicamentos, melhorando ainda mais o tratamento.
É fundamental que o acompanhamento seja feito por um especialista, como um cardiologista ou angiologista. A escolha do tipo de stent e o seu uso dependem sempre da avaliação médica.
O que são stents e para que servem
Os stents são dispositivos médicos pequenos, mas poderosos, que desempenham um papel crucial na saúde cardiovascular. Com uma estrutura em forma de tubo, são projetados para garantir que o fluxo sanguíneo não seja comprometido por obstruções.
Definição e estrutura
Feitos principalmente de metal, como aço ou cobalto-cromo, estes dispositivos têm uma malha expansível. A sua forma em espiral ou bobina permite uma adaptação perfeita aos vasos sanguíneos, independentemente da sua curvatura.
O material utilizado garante resistência e flexibilidade. Esta combinação é essencial para que o stent consiga comprimir as placas de gordura que causam o estreitamento das artérias.
Função principal no fluxo sanguíneo
A principal missão destes dispositivos é restabelecer a circulação normal do sangue. Quando há um acúmulo de gordura ou coágulos, o stent é colocado para manter o vaso aberto.
Através de pressão radial, o stent comprime as placas contra a parede da artéria. Desta forma, o sangue volta a fluir sem obstáculos, prevenindo complicações graves como isquemias.
Os médicos recomendam a sua utilização quando a obstrução ultrapassa os 70%. Esta intervenção é especialmente útil em casos de angina instável ou outros problemas circulatórios.
Utilização de stents em medicina
Os dispositivos médicos em forma de tubo têm uma aplicação vasta em várias especialidades. A sua colocação é determinada pela gravidade da obstrução e pela localização do problema. Médicos avaliam cada caso individualmente para garantir os melhores resultados.
Indicações Médicas para Colocação
Estes dispositivos são recomendados principalmente em situações de alto risco. Doenças como a arterial coronariana, aneurismas ou estenoses graves são as principais indicações.
Em emergências, como um infarto, o procedimento é realizado de imediato. O protocolo inclui a desobstrução rápida da artéria afetada para restaurar o fluxo sanguíneo.
- Angina instável
- Obstruções superiores a 70%
- Prevenção de complicações pós-cirúrgicas
Órgãos e Vasos Onde São Aplicados
Embora sejam mais conhecidos pelo uso no coração, estes dispositivos também são usados noutras áreas. Artérias como as coronárias, carótidas ou ilíacas são locais comuns de aplicação.
Em casos menos convencionais, podem ser colocados em vias biliares ou ureteres. A escolha do local depende da avaliação médica e do tipo de obstrução.
| Localização | Finalidade |
|---|---|
| Artérias coronárias | Restaurar fluxo sanguíneo no coração |
| Carótidas | Prevenir AVC |
| Vias biliares | Aliviar obstruções digestivas |
O procedimento é geralmente feito por angioplastia, com acesso através da virilha, braço ou pescoço. A anestesia varia entre local com sedação ou geral, conforme a complexidade.
Em casos sem complicações, a alta hospitalar pode ocorrer em 24 horas. No entanto, é importante monitorizar possíveis efeitos secundários, como trombose ou restenose.
Tipos de stents disponíveis
A evolução da medicina trouxe diferentes modelos destes dispositivos, cada um com características únicas. A escolha depende do caso clínico, do tipo de obstrução e do perfil do paciente.
Stent convencional (metálico)
Feitos de metal, como aço inoxidável, são os mais antigos e duráveis. Não possuem revestimento, o que pode levar a um risco de restenose em 12-15% dos casos.
A sua principal vantagem é a resistência. Permanecem no corpo indefinidamente, garantindo suporte contínuo aos vasos sanguíneos.
Stent farmacológico
Revestidos com medicamentos como sirolimus, libertam substâncias gradualmente. Esta ação inibe a proliferação celular, reduzindo o risco de nova obstrução.
Embora mais caros, são ideais para pacientes com alto risco de complicações. Diabéticos ou pessoas com lesões complexas beneficiam especialmente deste tipo.
Stent biodegradável
Feitos de material como poliácido lático, dissolvem-se no organismo em 2-3 anos. São perfeitos para jovens ou vasos em crescimento.
A sua absorção elimina a necessidade de um dispositivo permanente. No entanto, o tempo de degradação pode variar, exigindo monitorização.
Stent radioativo
Utilizados em situações específicas, como recidivas de obstrução. Emitem radiação localizada, impedindo o crescimento excessivo de tecido.
A aplicação é restrita, geralmente em braquiterapia intracoronária. Requer equipamento especializado e acompanhamento rigoroso.
| Tipo | Vantagens | Limitações |
|---|---|---|
| Convencional | Durabilidade elevada | Risco de restenose |
| Farmacológico | Previne nova obstrução | Custo mais elevado |
| Biodegradável | Não permanente | Tempo de absorção variável |
| Radioativo | Eficaz em recidivas | Uso muito específico |
Cada tipo tem indicações precisas, devendo ser selecionado com base em critérios clínicos. O médico avalia fatores como custo, idade do paciente e complexidade da lesão.
O papel dos stents no tratamento cardiovascular
Os stents revolucionaram o tratamento de doenças cardiovasculares. Reduzem em 50-70% a recorrência de eventos isquémicos, como o infarto, garantindo um fluxo sanguíneo adequado.
Após a angioplastia, é essencial seguir a terapia antiplaquetária (aspirina + clopidogrel) por 6-12 meses. Esta medicação previne tromboses e mantém as artérias desobstruídas.
Pacientes recuperam rapidamente, retomando atividades diárias em poucos dias. Casos complexos podem exigir alternativas, como cirurgia de bypass, mas são menos frequentes.
O acompanhamento médico regular e hábitos saudáveis (dieta e exercício) potencializam os resultados. Em Portugal, a taxa de sucesso ultrapassa 90%, reforçando a eficácia desta solução.







