Stent Cardíaco: Informações e Benefícios para a Saúde
Stent Cardíaco: Informações e Benefícios para a Saúde As doenças coronárias são um problema de saúde comum em Portugal, afetando milhares de pessoas. Quando as artérias ficam obstruídas, o fluxo sanguíneo para o coração é prejudicado, o que pode levar a complicações graves.
Uma das soluções mais eficazes para este problema é a angioplastia com implante de um dispositivo médico. Este procedimento ajuda a desbloquear as artérias, melhorando a circulação sanguínea e reduzindo os riscos associados.
Os benefícios são visíveis a curto e longo prazo. Além de aliviar sintomas como dor no peito, o tratamento contribui para uma melhor qualidade de vida. Este artigo explica como funciona, os tipos disponíveis e os cuidados necessários após o procedimento.
Com informações claras e objetivas, queremos ajudar a compreender melhor esta opção terapêutica. A saúde cardiovascular é essencial, e conhecer as alternativas disponíveis faz toda a diferença.
O que é um Stent Cardíaco?
A obstrução das artérias que irrigam o coração exige, por vezes, intervenção médica. Um stent é um pequeno tubo de metal expansível, colocado durante uma angioplastia. A sua função é manter a artéria aberta, permitindo que o fluxo sanguíneo volte ao normal.
Definição e função
Este dispositivo actua como uma estrutura de suporte. Quando uma placa de aterosclerose bloqueia uma artéria coronária, o stent é implantado para comprimir essa placa contra a parede arterial. Assim, o espaço interno do vaso alarga-se, melhorando a circulação.
Como o stent melhora o fluxo sanguíneo
Após a colocação, o stent fica permanentemente no local. Com o tempo, o tecido endotelial cresce sobre ele, integrando-o na parede da artéria. Este processo demora entre 3 a 12 meses e reduz o risco de reobstrução.
Em comparação com uma artéria saudável, uma obstruída assemelha-se a um “tubo entupido”. O stent resolve este problema, prevenindo complicações como um enfarte. Existem diferentes tipos, mas essa diferença será detalhada mais adiante.
Quando é Necessário um Stent Cardíaco?
Certos sintomas e exames médicos indicam quando é necessário intervir nas artérias do coração. A decisão depende da gravidade da obstrução e do impacto na saúde do paciente.
Sinais que exigem atenção imediata
A angina pectoris é um dos sintomas mais comuns. Caracteriza-se por:
- Dor ou desconforto no peito, muitas vezes descrita como pressão ou aperto.
- Sensação que pode irradiar para o braço esquerdo, mandíbula ou costas.
- Desencadeada por esforço físico ou stress emocional.
Em casos de enfarte agudo do miocárdio, os sinais são mais intensos:
- Dor prolongada no peito (mais de 15 minutos).
- Sudorese fria, náuseas ou tonturas.
- Falta de ar súbita e incapacitante.
Doença arterial coronária e critérios de intervenção
A aterosclerose é a principal causa de obstruções. Placas de gordura acumulam-se nas paredes das artérias, reduzindo o fluxo de sangue.
O implante é recomendado quando:
- Há obstrução superior a 70% numa artéria principal.
- O paciente tem sintomas incapacitantes, apesar de medicação.
- Existe risco elevado de heart attack (enfarte).
Exames como angiografia coronária ou teste de esforço ajudam a confirmar a necessidade.
Em situações de emergência, como um heart attack, o procedimento é prioritário. Restabelecer o fluxo rápido evita danos irreversíveis no músculo cardíaco.
Tipos de Stents Cardíacos
Existem diferentes tipos de dispositivos médicos usados para tratar obstruções nas artérias. A escolha depende do estado do paciente e da gravidade do bloqueio. Os dois principais tipos são os stents de metal não revestido e os stents farmacológicos.
Stents de metal não revestido
Estes dispositivos são feitos de aço inoxidável ou ligas metálicas. São duráveis e mantêm a artéria aberta após a angioplastia. No entanto, têm um risco maior de reestenose (15-20% dos casos).
Pacientes com risco hemorrágico elevado podem beneficiar deste tipo. A terapia antiplaquetária é mais curta, geralmente de apenas um mês.
Stents farmacológicos
Estes dispositivos libertam medicamentos como sirolimus ou paclitaxel. A ação lenta reduz a proliferação celular excessiva. O risco de reobstrução cai para menos de 10%.
A terapia antiplaquetária é mais longa (6-12 meses). São ideais para pacientes com maior risco de reestenose.
| Característica | Stents de Metal Não Revestido | Stents Farmacológicos |
|---|---|---|
| Material | Aço inoxidável | Metal + polímero medicamentoso |
| Risco de Reestenose | 15-20% | <10% |
| Duração da Terapia Antiplaquetária | 1 mês | 6-12 meses |
| Indicações | Risco hemorrágico elevado | Risco de reestenose |
O Procedimento de Angioplastia com Stent
A angioplastia é um procedimento minimamente invasivo que restaura o fluxo sanguíneo em artérias bloqueadas. Realizado sob anestesia local, dura entre 30 a 90 minutos e tem taxa de sucesso superior a 95%.
Preparação antes da cirurgia
Antes da angioplasty, o paciente deve fazer jejum de 6 horas. A medicação anticoagulante é ajustada, e testes alérgicos ao contraste iodado são realizados.
É comum a administração de sedativos leves para reduzir a ansiedade. O acesso vascular é escolhido conforme o protocolo médico, sendo a artéria radial (pulso) a preferida em 90% dos casos Stent Cardíaco: Informações e Benefícios para a Saúde.
Passo a passo da intervenção
O procedure inicia com a inserção de um catheter na artéria. Através dele, um guia metálico é direcionado até à zona obstruída.
Segue-se a angiografia, que identifica o local exato do bloqueio. Um balloon é então insuflado para comprimir a placa, e o stent é colocado para manter a artéria aberta.
Técnicas complementares (aterectomia)
Em placas calcificadas complexas, usa-se a aterectomia rotacional. Um dispositivo com ponta diamantada fragmenta os depósitos de cálcio, facilitando a colocação do stent.
| Característica | Acesso Radial (Pulso) | Acesso Femoral (Virilha) |
|---|---|---|
| Taxa de Complicações | 1% | 3% |
| Tempo de Repouso Pós-Operatório | 4 horas | 6 horas |
| Conforto do Paciente | Alto | Moderado |
Após o procedure, o paciente fica em observação por 4-6 horas. O objetivo é prevenir hematomas no local de inserção do catheter.
Riscos e Complicações do Stent Cardíaco
Apesar dos benefícios, o implante de um dispositivo médico nas artérias apresenta alguns riscos. A maioria dos casos é bem-sucedida, mas é essencial conhecer possíveis complicações para agir rapidamente se necessário.
Complicações imediatas
Nos primeiros momentos após o procedimento, podem ocorrer:
- Sangramento no local de inserção do cateter (1-3% dos casos).
- Reações alérgicas ao contraste iodado (0,5% dos pacientes).
- Hematomas ou pseudoaneurismas, tratáveis com compressão local.
Em situações raras (0,5%), há risco de acidente vascular cerebral durante a intervenção. Hidratação prévia reduz problemas renais ligados ao contraste.
Riscos a longo prazo
Com o tempo, a artéria pode voltar a estreitar-se ou formar coágulos. Principais preocupações:
- Reestenose: Obstrução recorrente (5-10% em stents convencionais no primeiro ano).
- Trombose do dispositivo (1-2% nas primeiras 24h).
- Necessidade de nova intervenção se a medicação antiplaquetária falhar.
Dor torácica súbita ou falta de ar exigem avaliação urgente.
| Tipo de Risco | Complicações Imediatas | Complicações Tardias |
|---|---|---|
| Frequência | 1-5% | 5-10% |
| Exemplos | Sangramento, alergias | Reestenose, coágulos |
| Prevenção | Hidratação, monitorização | Terapia antiplaquetária |
Cuidados Pós-Implante e Vida Saudável
Após o implante, os cuidados com a saúde cardiovascular tornam-se essenciais para manter os benefícios do tratamento. A terapia com antiagregantes, como o clopidogrel, deve ser seguida rigorosamente por 6 a 12 meses para evitar coágulos.
Adotar um estilo de vida equilibrado é fundamental. Parar de fumar reduz em 30% o risco de problemas no coração, enquanto uma dieta mediterrânica, rica em ômega-3, ajuda a manter as artérias saudáveis.
Programas de reabilitação com exercício monitorizado, três vezes por semana, melhoram o fluxo sanguíneo e a resistência. Evitar esforços intensos na primeira semana e controlar doenças como diabetes são passos-chave.
Consultas trimestrais no primeiro ano e testes anuais garantem acompanhamento em saúde. Pequenas mudanças diárias fazem grande diferença na redução de riscos futuros.







