Cistectomia Ovariana Direita: Código ICD10 e Procedimento
Cistectomia Ovariana Direita: Código ICD10 e Procedimento A remoção cirúrgica de quistos no ovário direito, conhecida como cistectomia ovariana, é um procedimento comum em ginecologia. Este tratamento visa eliminar formações benignas ou malignas, garantindo a saúde da paciente.
O código ICD-10 N83.291 é essencial para diagnóstico e faturação. Em Portugal, é importante verificar as diferenças nas versões internacionais deste sistema de classificação. A versão americana, válida desde 1/10/2024, agrupa este procedimento nos DRGs 742-743 e 760-761 para reembolso.
Este artigo explica a codificação, técnicas cirúrgicas e orientações clínicas. Aborda ainda a importância dos códigos para processos hospitalares. A informação apresentada é baseada em diretrizes atualizadas e práticas médicas reconhecidas.
O objetivo é fornecer dados claros e precisos para profissionais de saúde. Desta forma, facilitam-se os processos de diagnóstico e tratamento.
O que é uma Cistectomia Ovariana Direita?
A cistectomia ovariana é um procedimento cirúrgico que remove formações anormais no ovário. No caso específico do lado direito, o objetivo é tratar quistos que causam desconforto ou riscos à saúde.
Definição e Objetivo do Procedimento
Esta intervenção consiste na remoção de quistos não cancerígenos localizados no ovário direito. O principal foco é:
- Aliviar sintomas como dor pélvica
- Prevenir complicações como torção ou rutura
- Preservar a função reprodutiva quando possível
Os quistos removidos são tipicamente funcionais ou benignos. Casos malignos requerem abordagens diferentes e não se enquadram neste código.
Indicações para a Cirurgia
A decisão de operar baseia-se em vários fatores clínicos:
- Tamanho superior a 5 centímetros
- Dor intensa ou persistente
- Sinais de torção ou hemorragia
- Suspeita de comprometimento da trompa de Falópio
Em situações assintomáticas, pode-se optar por monitorização. Exames regulares avaliam mudanças no tamanho ou características do quisto.
É crucial diferenciar esta condição de outras patologias pélvicas. Doenças inflamatórias ou alterações na trompa exigem tratamentos distintos.
Código ICD-10 para Cistectomia Ovariana Direita
O sistema ICD-10 oferece códigos específicos para diferentes tipos de quistos ovarianos. A precisão na seleção do código correto é crucial para diagnóstico, tratamento e faturação.
N83.291: Outro quisto ovárico do lado direito
Este código específico aplica-se a formações não inflamatórias no ovário direito. Características principais incluem:
- Lateralidade explícita (lado direito)
- Natureza não neoplásica
- Exclusão de quistos funcionais (N83.0-N83.2)
Documentar estas características é obrigatório para processos de faturação.
Diferença entre N83.291 e códigos adjacentes
Comparado a outros diagnosis codes, o N83.291 destaca-se por:
- Especificar o lado afetado, ao contrário de N83.201 (quisto não especificado)
- Excluir quistos desenvolvimentais (Q50.1)
Erros comuns incluem confundir com quistos funcionais ou omitir a lateralidade.
Códigos billable e critérios de reembolso
Para que o código seja faturado, é necessário:
- Registo claro da localização e tipo de quisto
- Confirmação de nãoinflammatory disorders ovary
- Enquadramento nos DRGs 742-743 ou 760-761 (EUA)
Em Portugal, os requisitos podem variar consoante o sistema de saúde.
Como é Realizada a Cistectomia Ovariana Direita?
A remoção de quistos no ovário direito pode ser feita através de diferentes técnicas cirúrgicas. A escolha do método depende do tamanho, tipo e suspeita de malignidade da formação.
Abordagens cirúrgicas: laparoscopia vs. laparotomia
A laparoscopia é a técnica mais comum para quistos benignos. Utiliza pequenas incisões e uma câmara para guiar o procedimento. As principais vantagens incluem:
- Recuperação mais rápida
- Menor risco de aderências
- Redução de dor pós-operatória
A laparotomia é reservada para casos complexos. Requer uma incisão abdominal maior e é indicada quando há:
- Suspicion of malignidade
- Quistos muito grandes (>10 cm)
- Complicações como torção ou rutura
Riscos e complicações potenciais
Como qualquer cirurgia, este procedimento apresenta alguns riscos. A taxa de complicações varia entre 2% e 15%, dependendo da técnica usada.
| Tipo de Complicação | Frequência | Prevenção |
|---|---|---|
| Hemorragia | 3-5% | Cuidados na dissecção |
| Lesão da trompa | 1-2% | Identificação anatómica |
| Infeção | 2-4% | Profilaxia antibiótica |
Outros riscos a longo prazo incluem impacto na fertilidade. A preservação do tecido saudável é essencial para manter a função reprodutiva.
Tipos de Quistos Ováricos e sua Classificação
Existem vários tipos de formações císticas, cada uma com particularidades distintas. A classificação correta determina o tratamento e a codificação adequados no sistema ICD-10.
Quistos funcionais vs. não funcionais
Os quistos funcionais são temporários e ligados ao ciclo menstrual. Incluem:
- Quistos foliculares (código N83.0): formam-se quando o folículo não liberta o óvulo.
- Quistos do corpo lúteo (N83.1): resultam de alterações pós-ovulatórias.
Já os quistos não funcionais são patológicos. Podem requerer intervenção cirúrgica se causarem sintomas.
Exclusões no ICD-10: quistos neoplásicos e outros
O ICD-10 exclui formações como:
- Neoplasmas (D27.-): classificados como tumores benignos ou malignos.
- Quistos de origem infecciosa: associados a doenças inflamatórias pélvicas.
Quistos endometrióticos, por exemplo, têm codificação específica (N80.-) fora da categoria N83.2.
Casos especiais exigem atenção redobrada:
- Quistos complexos: requerem avaliação oncológica para descartar malignidade.
- Grávidas e mulheres na menopausa: a abordagem varia consoante o risco.
Documentação e Reembolso no Contexto Português
Em Portugal, os processos de reembolso exigem relatórios cirúrgicos detalhados e codificação precisa. A falta de informações claras pode atrasar pagamentos ou levar a auditorias.
Requisitos clínicos para codificação precisa
O relatório médico deve incluir:
- Tamanho exato do quisto (em centímetros).
- Localização precisa (relação com estruturas pélvicas).
- Características macroscópicas (líquido, sólido, vascularização).
Erros frequentes na documentação:
| Erro | Impacto | Solução |
|---|---|---|
| Omissão da lateralidade | Rejeição do reembolso | Usar sempre N83.291 (lado direito) |
| Confusão entre N83.291 e N83.29 | Classificação incorreta | Verificar código no ICD-10 |
Orientações para profissionais de saúde
A ACSS publica diretrizes clínicas atualizadas anualmente. Principais recomendações:
- Registar achados intraoperatórios com fotos ou vídeos.
- Participar em auditorias internas para validar códigos.
- Usar software de codificação com atualizações ICD-10.
Protocolos de auditoria analisam 10% dos casos aleatoriamente. Inconsistências podem resultar em penalizações.
Informações Essenciais para Pacientes e Profissionais
Para pacientes e profissionais, entender os sinais e opções de tratamento é essencial. Quistos pequenos (monitoring com ecografias regulares.
Sintomas como dor aguda ou alterações menstruais requerem avaliação imediata. Em casos leves, anticoncepcionais hormonais são uma alternativa não cirúrgica.
Após a cirurgia, o acompanhamento é vital. Deteta recidivas precocemente e orienta sobre sinais de complicações, como febre ou hemorragia.
Em Portugal, associações de saúde ginecológica oferecem recursos adicionais. Consulte sempre um especialista para treatment options personalizadas.







